O dia em que perdi minha inocência.

Ás vezes eu me pergunto: ” o que faz as pessoas quererem viver? “. Não é como se fosse uma pergunta com resposta definida, mas, por que? Óbviamente as coisas que nos deixam felizes nos fazem querer continuar habitando esse mundo, mas o problema é que nós nunca conseguimos nos satisfazer, queremos sempre mais, mas pra que? Seria hipocrisia minha julgar, estou apenas relatando meus devaneios noturnos. Estamos caminhando em círculos, cada vez arranjamos mais necessidades para suprir, e até que ponto? Por isso, quando eu vejo um casal de pessoas idosas, digamos com uns 40 a 50 anos de casados, eu imagino o quão fortes ambos foram para ficarem juntos todo esse tempo. Talvez isso seja o que chamamos de amor, a capacidade mental de um ser humano de suprir suas necessidades emocionais com apenas um parceiro, mas que o sentimento seja mútuo é uma variável definitiva para um resultado positivo. Claro que há 50 anos atrás o mundo era bem diferente, as pessoas eram bem diferentes. Mas eu me pergunto vez que outra: ” o que eu tenho a perder? “. Se pararmos para pensar, nós temos nada a perder, já que tudo o que sentimos, tudo o que somos, nossa essência em sí é fruto de nossa sociedade, do ambiente em que vivemos. Você pode se achar único, independente ou rebelde, mas existem muitos outros, não iguais, mas semelhantes, pois as pessoas ao redor do mundo cultivam estilos de vida semelhantes. Então quando nos deparamos com um dilema, o que fazer? Como saber se o resultado será bom ou ruim? Temos sempre que lidar com as consequências, mas o que realmente é importante na sua vida e por que motivo? Será que nós devemos nos preocupar com a nossa vida tanto assim?